segunda-feira, 11 de agosto de 2014

11/8 - Dia do Estudante

“Muitas vezes, o professor parte do pressuposto de que a criança chega à escola sem conhecimento, e não é assim”. Você concorda?
Aproveite a data comemorativa para ler o “Fala, mestre!” com Juan Delval sobre a importância de compreender o processo de aprendizado dos aluno.

JUAN DELVAL
JUAN DELVAL "O educador precisa ter como referência
 as ideias preconcebidas pelos estudantes para realizar 
sua tarefa satisfatoriamente."
Muito se fala em "levantar o conhecimento prévio do aluno", mas pouco se sabe realmente sobre os caminhos do pensamento infantil. Não existe um ponto de partida zero para ensinar ou aprender. Todos possuímos um conhecimento, além de representações e modelos elaborados e estabelecidos individualmente, para entender o mundo.

Por compartilhar dessa visão, o autor espanhol Juan Delval centrou seu trabalho na pesquisa sobre o desenvolvimento do pensamento científico e no levantamento do que as crianças acham sobre questões sociais. Conhecer as concepções delas, de acordo com ele, é um passo importante para ensinar bem. "Uma vez que um dos objetivos da escola é levar os estudantes a formar representações adequadas do mundo em que vivem, o educador precisa ter como referência essas ideias preconcebidas para realizar sua tarefa satisfatoriamente."
Catedrático de Psicologia Evolutiva e de Educação na Universidade Autônoma de Madri, Delval foi coordenador do Programa de Doutorado em Desenvolvimento Psicológico e Aprendizagem Escolar da mesma universidade. Tem realizado conferências e pesquisas em vários países ibero-americanos, entre eles Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Cuba e México. Nesta entrevista, concedida a NOVA ESCOLA quando esteve no país, em novembro do ano passado, Delval conta as principais descobertas sobre a concepção de crianças e adolescentes a respeito da sociedade.

Suas pesquisas focam as ideias infantis em relação à sociedade. Elas podem ajudar a escola a ensinar?

DELVAL Sim. Comecei a pesquisar o tema em 1971. Entre os assuntos estudados, destaco o desenvolvimento das noções econômicas em crianças e jovens, a percepção que eles têm da estratificação social e dos próprios direitos, além do que pensam sobre Deus. Em todos os levantamentos, nossas investigações mostram que eles constroem representações em relação ao mundo e às questões que aprendem na escola. E elas vão mudando de acordo com a idade.

Fonte:  Nova Escola

sábado, 9 de agosto de 2014

Abertura do semestre letivo 2014.2

No dia 07/08/2014 foi realizada a abertura do semestre 2014.2. Na ocasião os alunos novos foram recepcionados e foram apresentadas as novidades para este semestre:
Calendário
Horário
Campanha Ação Solidária
2º Seminário de Integração Curricular- SEMIC
Semana Acadêmica
Jornal do Curso de Pedagogia- Seleção para escolha do nome
Blog
Facebook
Biblioteca Virtual
Projeto Interdisciplinar
Ouvidoria
Tudo em conformidade com o Projeto Pedagógico do curso.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ministério da Educação - PNE

Estados e municípios brasileiros contam com uma nova ferramenta para auxiliá-los na elaboração dos planos de educação, alinhados às 20 metas e às diversas estratégias que compõem o Plano Nacional de Educação (#PNE), aprovado e sancionado em junho passado, com a Lei nº 13.005/2014. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase), apresentou nesta segunda-feira, 4, o portal Planejando a Próxima Década, em cerimônia que contou com a participação dos ministros da Educação, Henrique Paim, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, de secretários do MEC e de representantes de entidades ligadas à área educacional.
 
Saiba mais: http://goo.gl/nuKFfN

Confira o portal: http://pne.mec.gov.br/

terça-feira, 5 de agosto de 2014

MEC lança portal do Plano Nacional de Educação


O ministro da Educação, Henrique Paim, participa do lançamento do
Portal do Plano Nacional de Educação - Planejando a Próxima Década
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) lançou hoje (4) o portal do Plano Nacional de Educação (PNE), Planejando a Próxima Década, que vai servir de apoio para gestores públicos na elaboração dos planos estaduais e municipais. Nele será possível consultar dados dos municípios e estados, e acessar sugestões personalizadas de trajetórias para o cumprimento das metas.
 Para o ministro da Educação, Henrique Paim, os planos têm que ser construídos a partir da pactuação e do trabalho integrado. “A pactuação [deve ser] entre União, estados e municípios na construção do plano e no cumprimento das metas. E também esse trabalho em rede, envolvendo todos os colaboradores com orientação técnica.”
O PNE estabelece 20 metas para a educação a serem cumpridas nos próximos dez anos, até 2024. Entre as diretrizes estão a erradicação do analfabetismo e a universalização do atendimento escolar. Além de se adequar às metas e estratégias do plano nacional, os municípios e estados terão que indicar ações para o cumprimento de cada uma delas. Prontos, os planos terão ainda que ser aprovados pelas câmaras municipais e assembleias legislativas dos estados. O prazo para que isso seja feito é 25 de julho de 2015, um ano após a publicação da lei do PNE.
 “O PNE é abrangente e expressa a visão sistêmica da educação, ou seja, temos que trabalhar a melhoria na educação, da creche à pós-graduação, e esse esforço está expresso nas 20 metas. Ele tem um compromisso muito grande com o acesso e qualidade e também uma preocupação em reduzir as desigualdades educacionais que o Brasil tem”, disse o ministro Paim.
Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, a educação é algo de interesse do conjunto da sociedade. “Educação, ciência e tecnologia são os instrumentos centrais no projeto de desenvolvimento, que seja capaz de combinar crescimento econômico, justiça social, redução das desigualdades regionais e mais que tudo isso, melhora a posição relativa do Brasil no contexto internacional, porque precisamo ter voz, precisamos ser capazes de contribuir na construção de sociedades mais justas e igualitárias, com menos conflitos.”
O ministro, que foi reitor e é professor da Universidade Federal de Minas Gerais, defendeu a educação básica - que engloba ensino infantil, fundamental e médio. “A educação básica vai dar condições de justiça social, consciência política, cidadania, para que possamos ter uma sociedade mais justa, homogênea e com menos desigualdade”, disse Campolina.

De acordo com informações da Agência Brasil, além de subsídios técnicos, o portal Planejando a Próxima Década também é uma ferramenta para que a sociedade acompanhe a situação de estados e municípios em relação à meta nacional.